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11/07/2007
SAMCIL AMPLIA SUA ATUAÇÃO EM SÃO PAULO COM A AQUISIÇÃO DA LUMINA SAÚDE S.A.
(Suzana Andrade)
A Samcil, primeira operadora de planos de saúde do Brasil, com 47 anos de existência, acaba de adquirir a empresa Lumina Saúde S.A., que possui 25 mil beneficiários das classes sociais A e B. Com a aquisição, a Samcil - cujo foco de atuação é a capital e Grande São Paulo nas classes C e D - passa a atuar em outros nichos do mercado e terá um crescimento de 10% no seu faturamento.
Tradicional e conceituada empresa de planos de saúde, a Lumina Saúde tem mais de 15 anos de existência. "É uma empresa reconhecida por sua solidez financeira, pelo ótimo relacionamento com os médicos e rede credenciada, a qual conta com recursos de primeira linha", afirma Mauro Bernacchio, diretor-geral da Samcil. Entre a rede credenciada, destacam-se os hospitais Samaritano, Sírio-Libanês, 9 de Julho, Nossa Senhora de Lourdes (Hospital da Criança), Rede São Camilo, Casa de Saúde Santa Rita, além de laboratórios de diagnósticos como Lavoisier, Bioclínico, Campana e Clínica Schmillevitch.
"A aquisição em nada interferirá nas estratégias das empresas, já que as duas continuarão totalmente independentes. Todos os direitos, coberturas e rede credenciada que os beneficiários da Lumina dispõem, serão integralmente mantidos. O atendimento aos mesmos será ainda melhor, pois eles terão direito a utilizar a rede própria da Samcil, a maior do País, composta por 9 hospitais, 11 Unidades Hospitalares Avançadas com PA 24 horas e 31 Centros Médicos, espalhados por todas as regiões da cidade e grande São Paulo", acrescenta Bernacchio. Os funcionários e executivos da Lumina também serão mantidos.
A boa notícia para o mercado é que a Samcil fará grandes investimentos na marca Lumina e nos canais de distribuição (corretoras), visando posicioná-la para concorrer com os líderes atuais do mercado nas classes A e B, com o mesmo nível de qualidade de atendimento e rede credenciada, mas com preços 20% inferiores aos concorrentes. "Vamos aplicar nossa experiência em medicina preventiva, o que nos possibilita a menor sinistralidade do mercado, na ordem de 61%, para proporcionar uma redução de preços aos beneficiários", afirma. Além disso, a aquisição abrirá novas portas no mercado de pessoa jurídica, com planos adequados para todos os funcionários, a Samcil atendendo os de renda menor e a Lumina os de renda maior, tudo sob um único contrato. O objetivo da Samcil com a aquisição da Lumina Saúde será de conquistar nos próximos dois anos 100 mil novos beneficiários na Grande São Paulo, posicionando-a entre as 3 maiores operadoras para as classes A e B na região.
A Samcil aguarda a autorização da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para efetivar a aquisição.
"Somos uma empresa compradora e estamos avaliando novas oportunidades de crescimento por meio da aquisição de outras operadoras", finaliza Bernacchio.
Sobre a Samcil
A Samcil Planos de Saúde, fundada em 1960, é pioneira no setor de medicina de grupo. Foi a primeira operadora de planos de saúde a abrir o capital e ter ações negociadas na Bolsa de Valores entre as décadas de 70 e 80.
Com atuação na capital, Grande São Paulo e ABC, a Samcil possui 2.600 funcionários, 590 mil beneficiários, oferecendo planos de saúde a preços mais acessíveis. A empresa é a única do setor a ter todas as suas áreas e unidades de atendimento certificadas pela ISO 9001. O atendimento realizado vai da prevenção ao tratamento, oferecendo serviços diferenciados: SGS (Sistema de Gestão da Saúde), SGSE (Sistema de Gestão de Saúde Empresarial), Home Care, Hospicare - Unidade especializada de atendimento, Programa Samcil de Medicamentos, Médico 24 Horas, Centro de Medicina Preventiva, Central de Marcação de Consultas 24 Horas, Sistema de Urgência Nacional Abramge, Remoção e Opcionais (Acidente de Trabalho, Samcil Odonto, Assistência à Família, Coleta Domiciliar, Programa de Medicina Ocupacional), entre outros.[14]
A Samcil é ganhadora do Top de Marketing 2007 e a única empresa de planos de saúde a receber por quatro anos consecutivos o Top Social da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil). Também recebeu o Prêmio Abramge de Responsabilidade Social, em 2005.
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08/06/2007
ANS estabelece em 5,76% o teto de reajuste de planos de saúde individuais
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que estabeleceu em 5,76% o teto de reajuste para os planos de saúde médico-hospitalares contratados por pessoas físicas a partir de 1º de janeiro de 1999 - chamados de planos novos - e para os planos adaptados à Lei nº 9.656/98.
Segundo a ANS, este é o menor reajuste desde 2000. No ano passado, o teto de reajuste havia sido de 8,89%. Em 2005, de 11,69%.
Ainda de acordo com a agência, este índice é usado como referência para "aproximadamente 15% do total de beneficiários do país, que hoje é de 45,6 milhões de pessoas".
Apesar do recuo do índices nos últimos anos, o percentual de 5,76% para este ano ainda está acima da inflação acumulada no período. O IPCA de 12 meses encerrado em maio subiu 3,18%.
Na opinião do Diretor-Presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, a queda do teto do reajuste nos últimos anos reflete o trabalho da Agência pelo equilíbrio do mercado. "A redução no índice de reajuste aprovado pela Agência é um reflexo do sucesso obtido pela política econômica do país e da manutenção de uma mesma metodologia de cálculo ao longo do tempo. O que nós desejamos é um mercado forte, competitivo, por isso mesmo estamos retirando do mercado as empresas que desrespeitam os direitos dos consumidores. Um dos desafios agora é conseguir a aprovação da portabilidade das carências", disse Santos.
Segundo a ANS, o reajuste será aplicado respeitando-se o princípio da anualidade. O período de referência (época em que a operadora deve solicitar à ANS autorização para aplicação do índice de reajuste) será de maio de 2007 a abril de 2008. Portanto, os planos individuais novos poderão ser reajustados ao longo deste período, de acordo com a data de aniversário de cada contrato. |
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23/05/2007
Dix Saúde, do Grupo Amil, compra a Med Card
(Emilio Sant’Anna)
A Dix Saúde anunciou ontem a compra da carteira de clientes da operadora de planos de saúde Med Card. A empresa tem 61.209 associados, cerca de 90% em contratos empresariais. A negociação envolve também o Hospital Santo Amaro e dois centros médicos na região sul de São Paulo. As empresas não revelaram os valores envolvidos no negócio.
Em quatro anos, essa é a terceira aquisição da Dix Saúde. Em 2002, a empresa, que faz parte do grupo Amil, já havia realizado fusão com a Amico, em São Paulo, com 300 mil beneficiários, e em 2006 incorporou mais 100 mil clientes da Semic, no Rio.
A Dix Saúde opera há quase dez anos no mercado de planos de saúde. Hoje é uma das maiores operadoras do País, com faturamento de R$ 805 milhões em 2006, e mais de 1 milhão de beneficiários. Neste ano, a meta da Dix é ultrapassar R$ 1 bilhão de faturamento.
AUDITORIA
Nova aquisição da empresa, a Med Card opera há 38 anos principalmente na Grande São Paulo, com uma rede de 40 hospitais credenciados, além do Hospital Santo Amaro, que tem 60 leitos de média complexidade. Apesar da compra, o nome da empresa será mantido.
Desde segunda-feira, a gestão da Med Card já está sendo compartilhada com a Dix Saúde. Apesar de a empresa não passar por dificuldades financeiras, uma auditoria nas contas da Med Card está sendo finalizada para concretizar a compra.
A vice-presidente médica da Dix, Nelita Villaverde, garante que os associados da Med Card continuarão com os mesmos serviços oferecidos anteriormente pela empresa e que seus direitos serão preservados. “Vamos manter tudo ao qual esses 60 mil clientes têm direito”, afirma Nelita.
ECONOMIA DE ESCALA
A compra segue uma tendência observada no setor de planos de saúde. No sábado, a Amil, com quase 2 milhões de associados, anunciou a assinatura de um contrato de opção de compra da Blue Life, com 150 mil clientes.
No final de 2006, a Amil anunciou a compra dos planos individuais da Porto Seguro, com 42 mil clientes. A operadora já não aceitava novos planos individuais desde 2001.
Para a vice-presidente médica da Dix Saúde, esse movimento no mercado reflete as condições econômicas para essas empresas operarem. “Isso é uma tendência, pois ficou difícil para as pequenas operadoras trabalharem”, diz. “Hoje é preciso ter uma economia de escala.”
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03/07/2006
ANS autoriza aumento de 11,57% para 583 mil clientes de contratos antigos
RIO - A Agência Nacional de Saúde Suplementar autorizou nesta segunda-feira reajustes de até 11,57% para os planos de seguros e saúde antigos (contratados antes de janeiro de 1999) das operadoras Bradesco, Itauseg e Sul América, num universo de 583 mil clientes. Para os clientes dos chamados planos novos ou adaptados à nova legislação do setor, o aumento autorizado pela ANS foi de 8,89%
Na sexta-feira, a ANS já havia autorizado aumento de 11,46% para os segurados antigos da Golden Cross e Amil o que eleva para 754,1 mil os segurados que sofreram reajuste anual de mensalidade acima daquele autorizado para os contratos mais recentes. Segundo a ANS, esse número representa 1,79% do total de 42.153.899 de usuários de saúde suplementar do Brasil. |
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ANS fixa em 8,89% o reajuste de planos individuais
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou em 8,89% o reajuste anual máximo para planos individuais, o que equivale a uma redução em relação ao teto do ano passado, de 11,69%. A Resolução Normativa nº 128 está publicada no Diário Oficial da União de 19 de maio de 2006. O índice atinge cerca de 14% do total de beneficiários do Brasil, o equivalente a aproximadamente seis milhões de pessoas.
O novo índice mostra curva descendente em relação aos três últimos reajustes. A ANS está autorizando o reajuste de planos individuais novos assinados a partir de 1º de janeiro de 1999 e para planos antigos sem cláusulas expressas e que não tenham assinado termo de compromisso. A Agência informa que o novo percentual só pode ser aplicado na data de aniversário do contrato.
O índice de 8,89% vale para os planos de saúde de assistência médico-hospitalar independentemente de possuírem ou não cobertura odontológica, contratados por pessoas físicas a partir de 1º de janeiro de 1999, bem como os planos adaptados à Lei nº 9.656, de 1998. Estão considerados os planos individuais ou familiares e aqueles operados por entidades de autogestão não patrocinada, cujo financiamento se dê exclusivamente por recursos de seus beneficiários.
Em maio de 2004, o índice fixado foi de 11,75%, e em maio de 2005, de 11,69%, já apontando para uma tendência de declínio. A ANS informa que o índice de 8,89% pode ser aplicado por todas as operadoras que têm data-base entre maio de 2006 e abril de 2007. A partir da data-base, as operadoras podem aplicar o novo teto nos 12 meses subseqüentes, na data de aniversário de seus contratos, mediante autorização prévia da ANS.
A autorização do aumento deve ser informada no boleto de cobrança da mensalidade, especificando o índice, o número do ofício com a permissão para o aumento, o nome e o número de identificação do plano na ANS. No caso dos planos antigos com cláusulas de reajuste claras ou omissas, a operadora é obrigada, a partir de agora, a enviar para os beneficiários a cópia da cláusula em questão juntamente com o percentual aplicado e identificação do plano na ANS.
Em relação aos planos antigos assinados antes de janeiro de 1999, mas com cláusulas claras, vale o que estiver no contrato, desde que o índice esteja explícito (IGP-M, IPC etc.). Para os planos antigos que assinaram termo de compromisso, o índice que será aplicado não está definido. Isso está previsto para acontecer em julho.
Metodologia de cálculo do índice dos planos individuais
Para chegar ao índice dos planos novos contratados por pessoas físicas, a Agência considera a média dos aumentos aplicados aos contratos coletivos nos últimos 12 meses (contratados por empresas, associações ou sindicatos). A metodologia procura conferir aos planos contratados por pessoas físicas o poder de negociação que os contratos coletivos naturalmente têm. Assim, não há repasse integral dos custos ao preço, mas apenas a parcela do aumento dos custos, resultado da negociação entre a operadora e a empresa contratante. A média reflete a realidade dos reajustes de contratos obtidos pelas operadoras de planos de saúde em negociações diretas no mercado, sem intervenção da ANS. Esses índices são obrigatoriamente informados à Agência pelas operadoras.
Planos exclusivamente odontológicos
Desde maio de 2005, o reajuste máximo divulgado pela ANS para os planos médico-hospitalares que necessitam de autorização prévia não pode ser aplicado aos planos exclusivamente odontológicos, que têm regras próprias.
Para os contratos que possuem cláusulas com índice previamente definido, como IGP-M e IPCA, deverá ser aplicado tal índice. Já nos contratos em que não há cláusula de reajuste, a operadora deverá oferecer ao titular do contrato um termo aditivo propondo a determinação de um índice de preços divulgado por instituição externa. Isso também é válido para os contratos que não indiquem expressamente o índice a ser utilizado, ou que omitem ao critério de apuração e demonstração das variações consideradas no cálculo do índice, ou ainda no caso de o índice sofrer descontinuidade na sua apuração. |
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